sábado, outubro 31, 2009
quarta-feira, outubro 28, 2009
Level 3
Pois é,
Foi o elogio que ouvi do meu filho, ao se deparar com a minha nano horta...rsrsrsrsr.
Estou adorando cultivar algumas ervas (manjerição, orégano, salsa, cebolinha(o), hortelã, erva-cidreira, melissa, também me aventurei e plantei alface e beterraba, mas o que até agora deu-me o maior prazer foi e é ver as mudinhas de hortênsias (que trouxe o ano passado da Serra Gaúcha/RS), depois de meses de tristezas e perdas de várias mudas, eis que quatro mudinhas começaram a florir, mas todas as outras morreram... :-(
Agora vou acompanhar as alfaces e as beterrabinhas pra ver se elas realmente vão pra frente, quanto às ervas fazia tempo que eu não sabia o que era saborear um delicioso chá de erva-cidreira in-natura, que delícia ver aquele chá amarelo esverdeado, com o verdadeiro sabor da erva-cidreira, e não aquele gosto de água com açúcar que resulta do chá de saquinho. Os temperos já utilizei de todos eles (que não são muitos..), e tenho adorado mascar a folhinha da hortelã...hmmmmm adoro sabor de hortelã.
Deixo cá umas fotinhas do meu cantinho verde...só fico devendo a foto das alfaces, mas amanhã eu tiro foto.

Enquanto escrevo este post, ouço o programa Oceano Pacífico da Rádio RFM.PT e hoje o programa está especial, talvez por fazer um bom tempinho que eu não ouvia este programa "só de músicas calmas" rsrs, para vocês terem uma idéia, segue a relação de algumas músicas que tocou enquanto eu escrevia o post:
Agora toca FINGERTIPS - MELANCHOLIC BALLAD
NORAH JONES - SUNRISE
Pedro Abrunhosa - Se eu fosse 1 dia o seu olhar
HEART - These Dreams
U2 - ONE
POLICE - EVERY BREATHE YOU TAKE
EZSPECIAL - SONETO DOS SAPATOS PRETOS
LEONA LEWIS -
COLDPLAY - IN MY PLACE
RUI VELOSO - CAVALEIRO ANDANTE
PHIL COLLINS - I WISH IT WOULD RAIN DOWN
MADONNA - LIVE TO TELL
DURAN DURAN - ORDINARY WORLD
Excelente noite à Malta!
Foi o elogio que ouvi do meu filho, ao se deparar com a minha nano horta...rsrsrsrsr.
Estou adorando cultivar algumas ervas (manjerição, orégano, salsa, cebolinha(o), hortelã, erva-cidreira, melissa, também me aventurei e plantei alface e beterraba, mas o que até agora deu-me o maior prazer foi e é ver as mudinhas de hortênsias (que trouxe o ano passado da Serra Gaúcha/RS), depois de meses de tristezas e perdas de várias mudas, eis que quatro mudinhas começaram a florir, mas todas as outras morreram... :-(
Agora vou acompanhar as alfaces e as beterrabinhas pra ver se elas realmente vão pra frente, quanto às ervas fazia tempo que eu não sabia o que era saborear um delicioso chá de erva-cidreira in-natura, que delícia ver aquele chá amarelo esverdeado, com o verdadeiro sabor da erva-cidreira, e não aquele gosto de água com açúcar que resulta do chá de saquinho. Os temperos já utilizei de todos eles (que não são muitos..), e tenho adorado mascar a folhinha da hortelã...hmmmmm adoro sabor de hortelã.
Deixo cá umas fotinhas do meu cantinho verde...só fico devendo a foto das alfaces, mas amanhã eu tiro foto.

Enquanto escrevo este post, ouço o programa Oceano Pacífico da Rádio RFM.PT e hoje o programa está especial, talvez por fazer um bom tempinho que eu não ouvia este programa "só de músicas calmas" rsrs, para vocês terem uma idéia, segue a relação de algumas músicas que tocou enquanto eu escrevia o post:
Agora toca FINGERTIPS - MELANCHOLIC BALLAD
NORAH JONES - SUNRISE
Pedro Abrunhosa - Se eu fosse 1 dia o seu olhar
HEART - These Dreams
U2 - ONE
POLICE - EVERY BREATHE YOU TAKE
EZSPECIAL - SONETO DOS SAPATOS PRETOS
LEONA LEWIS -
COLDPLAY - IN MY PLACE
RUI VELOSO - CAVALEIRO ANDANTE
PHIL COLLINS - I WISH IT WOULD RAIN DOWN
MADONNA - LIVE TO TELL
DURAN DURAN - ORDINARY WORLD
Excelente noite à Malta!
domingo, outubro 25, 2009
quinta-feira, outubro 15, 2009
sábado, outubro 10, 2009
SAL 12 Blessings of Christmas Flip-It Border
Salve Malta,
Comecei este SAL com o projeto da Designer Lizzie Kate, penso em transformá-lo em bandô para pendurar na porta de entrada de casa na época do Natal.
Agora o mais importante é não largar da agulha até que eu o termine...isso é que dá começar um projeto para ontem...rsrsrs

Obs: não estou acompanhando as cores expressas no gráfico, pois estou e vou continuar bordando conforme as cores que tenho e aproveitando para utilizar minha mais nova aquisição: as linhas Color Variation e Light Effects da DMC.
Daqui um rato começa domingo! Desejo a todos um domingo bué da fixe!
Comecei este SAL com o projeto da Designer Lizzie Kate, penso em transformá-lo em bandô para pendurar na porta de entrada de casa na época do Natal.
Agora o mais importante é não largar da agulha até que eu o termine...isso é que dá começar um projeto para ontem...rsrsrs

Obs: não estou acompanhando as cores expressas no gráfico, pois estou e vou continuar bordando conforme as cores que tenho e aproveitando para utilizar minha mais nova aquisição: as linhas Color Variation e Light Effects da DMC.
Daqui um rato começa domingo! Desejo a todos um domingo bué da fixe!
terça-feira, outubro 06, 2009
Spring House
Quando vi este projeto do designer Bent Creek, foi como voltar à minha infância, pois eu nunca fui boa para desenhar, então sempre que tinha que fazer um desenho, eu logo desenhava uma casinha com chaminé e muitas flores.
Então...cá está um bordadinho simples, mas muito delicioso de fazer.

Para a reflexão de quem quiser, essa bela e acertada frase que recebi hoje pela manhã de uma grande amiga.
" Me gusta la gente capaz de entender que el error del ser humano es intentar sacarse de la cabeza aquello que no sale del corazón " M.Benedetti
Então...cá está um bordadinho simples, mas muito delicioso de fazer.

Para a reflexão de quem quiser, essa bela e acertada frase que recebi hoje pela manhã de uma grande amiga.
" Me gusta la gente capaz de entender que el error del ser humano es intentar sacarse de la cabeza aquello que no sale del corazón " M.Benedetti
quarta-feira, setembro 09, 2009
09.09.09 - Vai um cházinho aí?
Para os supersticiosos hoje é um dia especial, para mim 09.09.09 é um dia como outro qualquer, com momentos de sorte e outros nem tanta assim.
Por mera coincidência terminei na hora do almoço um paninho de cozinha com motivo de "xícara com trevo" que é um símbolo de sorte.
Neste momento me considero uma pessoa de sorte, pois estou saboreando uma deliciosa xícara de chá de erva-cidreira...alguém está servido?

"Sorte é uma encruzilhada onde preparação e oportunidade se encontram."
(Autor desconhecido)
Por mera coincidência terminei na hora do almoço um paninho de cozinha com motivo de "xícara com trevo" que é um símbolo de sorte.
Neste momento me considero uma pessoa de sorte, pois estou saboreando uma deliciosa xícara de chá de erva-cidreira...alguém está servido?

quarta-feira, agosto 26, 2009
Eu sei, mas não devia...
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti)
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti)
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